quinta-feira, 29 de outubro de 2009

A fúria dos teus olhos
Trancada nos olhos do furacão, algo sufoca meus gritos...
Penso e te aguardo, sentidos me faltam, um frio sem fim.. Procuro o calor dos seus braços, mas você não está mais aqui. Por que esperei tanto para te dizer?
A espreita,
Sinto meus olhos se fechando trancados para sempre, imerso no escuro dos teus.
Palavras sem sentido correm por minhas veias, e são vomitadas pela minha mente. Dor é tudo que sinto, calafrios percorrem meu corpo, até quando agüento? Toda dor que você enfeita com palavras doces, seguras. Que para mim são beijos em feridas. Fere-me e quando estou no chão sem esperanças somente recuando, beija-me. O que quer de mim?
O sangue que a muito tenho estancado, ferve nas fendas do meu coração.
Doçura e palavras férreas é o que oferece a mim, mas será que sou tão tola a ponto de cair nas palavras da serpente?
Ferrada em sono profundo sigo meus dias como quem não existe. Sem sonhos, sem esperanças, sem nada... sem nada foi o que me deixou. Perdida em um mundo de crueldade e desespero. A procura de uma flor em um campo de guerra algo que de esperança.

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