sábado, 24 de novembro de 2012

Adeus aos mortos



Como ultrapassara frieza de teus olhos, a mesma frieza de todos os nossos dias.

Hoje, me levanto para um novo amanhecer. 
Um novo ano.
Uma nova vida.
Uma da qual posso chamar de minha, não mais de nossa.

Pelos meus olhos escorre todo o amor que senti por ti um dia.
Deixo a lama escorrer de meu coração, para que em minha alma se faça primavera uma vez mais.

Por sorte este inverno chega ao fim, mas não sem matar um pouco da inocência e intocabilidade dessas flores. Que um dia brilharam com a luz do seu sol.

Um olhar cheio de coisas a dizer e uma boca fechada.

Uma rocha inquebrável em seu coração. Tentei por muito tempo me lançar com todas as minhas forças em direção a essa pedra, achando que seria forte o suficiente, especial o suficiente para quebrá-la, mas me enganei, saio dessa mais forte, mas com várias cicatrizes que ainda sangram ao seu toque, ao som da sua voz, ao seu olhar questionador.

Eu estava aqui, para você em todos os seus momentos, sendo aquilo que todos sonham que alguém seja.
Com meus declínios, mas de coração aberto para aprender com um novo dia, mas não mereci nem uma chance de ver um sorriso em seu rosto, o reconhecimento do meu esforço, reconhecimento de meu amor.

Só me indagou o por que eu ainda fraquejava tanto, não sendo a super mulher que você imagina que eu seja.

Espero que sejas feliz em seu castelo de gelo. Ou que encontre alguém que consiga derrete-lo assim como eu não consegui fazer.

Boa sorte... Nos vemos em outra etapa do tempo.

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