Eu mergulho nas pessoas como se fossem lagoas.
A maior parte são cristalinas, fáceis de decifrar.
Familiares aos olhos.
Umas doces, outras salgadas, mas todas fáceis.
Quando encontro as poucas nebulosas e escuras demais quero
cada vez ir mais fundo, só para entender o que há lá.
As pessoas costumam ter medo de mim.
Não entendia a até descobrir que todos mantem suas mascaras
em sociedade para que mantenham seus oásis intactos, intocados dentro de seus
corações.
Quando conheço alguém, seja homem ou mulher, criança ou
idoso. Vou a fundo.
Quero conhecer suas histórias, seus sentimentos, suas
lamurias.
Enxergo um padrão em suas personalidades e sigo buscando
alguém que combine com meus padrões.
Intensidade sempre foi meu codinome.
As pessoas temem o fogo. Ele te desnuda e te deixa somente
com o que você realmente veio ao mundo.
Nem todos tem coragem de fazerem isso para si mesmo, imagina
para alguém que veja além de todas suas mascaras.
Até encontrar alguém que aguente essa intensidade, vou
seguindo.
Buscando, pulando de lago em lago.
Quando amo, quero ir ao fundo, descobrir tudo, até mesmo
aquilo que está tão no fundo que as próprias lagoas não conhecem de si mesmas.
Isso os assusta tanto.
Só uma lagoa cristalina, como um livro aberto, sem medo de
revelar nada como eu, vai entender.
Ao invés de correr, se esconder ou deixar suas águas mais escuras para que eu não descubra seus segredos, pule na minha, nade, busque, se banhe com toda a vida, ame e me decifre como nunca ninguém o fez, como nunca ninguém buscou.
Ao invés de correr, se esconder ou deixar suas águas mais escuras para que eu não descubra seus segredos, pule na minha, nade, busque, se banhe com toda a vida, ame e me decifre como nunca ninguém o fez, como nunca ninguém buscou.
Até achar essa linda lagoa, vou errante por esses lagos,
escurecendo a cada um de meus passos a cada braçada rumo ao fundo de seus
corações... rumo ao meu próprio encontro.
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